Marilyn Monroe além das fronteiras do mito

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Serviço de imprensa do Multimedia Art Museum de Moscou

No Multimedia Art Museum (Museu de Arte Multimídia) de Moscou foi inaugurada a exposição “Marilyn para sempre”. A exposição mostra retratos ímpares de uma das mais conhecidas atrizes do século XX, tiradas pelo amigo íntimo da estrela Milton Greene.

Milton Greene foi famoso – suas fotografias foram impressas nas mais conhecidas revistas americanas, tais como Life, Look, Harper's Bazaar e Vogue. Entretanto os retratos de astros trouxeram a verdadeira glória a Greene: posaram para ele Frank Sinatra e Marlene Dietrich, Andy Warhol e Alfred Hitchcock e muitos outros.
Há algumas décadas têm maior popularidade os retratos de Marilyn Monroe, feitos por ele. Sabe-se que em 1940 houve um romance entre Monroe e Greene, mais tarde eles se separaram e reencontraram-se alguns anos depois. Durante muito tempo Greene acompanhou a atriz por toda parte, fotografando a beldade com sua câmera. Antes de Marilyn casar-se com Arthur Miller (seu casamento foi fotografado pelo mesmo Greene) ela viveu algum tempo na casa de Greene em Connecticut. No total são conhecidas mais de quinhentas fotografias feitas pelo fotógrafo, em muitas delas Monroe aparece em pose comum de diva do cinema, mulher fatal, que enlouquecia milhões.
Mas, talvez, despertam maior interesse as imagens de outra Marilyn, criadas por Milton Greene. São fotos quase “caseiras”, que revelam a natureza multiface, e oculta do grande público, da atriz misteriosa e incrivelmente fotogênica, sua elegância natural, sensibilidade e emoções ocultas. Tudo o que com frequência se ocultava atrás de uma imagem propagada e multiplicada. Greene conseguiu de forma incrível ver a verdadeira Marilyn – cansada do verniz, torturada pelo fato de que os circundantes a encaravam exclusivamente como uma loira sensual com um olhar atraente e lábios sensíveis. Provavelmente foi por isso que certa vez Marilyn confessou a Milton: “Você me fez atraente”.
Durante muito tempo grande parte dessas fotografias foi desconhecida do grande público. Pois elas não correspondiam absolutamente ao mito intitulado “Marilyn Monroe”, criado cuidadosamente pelos produtores e pela imprensa. Hoje os espectadores moscovitas tiveram a possibilidade de sair dos limites desta mitologia artificial e ver Monroe com outros olhos.
Por uma questão de justiça vale a pena dizer que Greene foi um adorador interessado de Marilyn Monroe. Depois da morte da atriz ele publicou muitas de suas fotos e contou à imprensa quem era na realidade aquela a quem os espectadores em todo o mundo adoravam e que ela tinha um caráter difícil.
“Se ela via um cão morto na estrada ela chorava. Ela era tão sensível em relação a tudo, que era necessário cuidar constantemente do tom de voz para não ofendê-la. Posteriormente eu descobri que ela era uma personalidade esquisofrênica, ela podia ser generosa e boa e depois se tornar o inverso”, lembrava Milton Greene
Suas lembranças, as vezes muito pessoais, causaram enorme impressão no público, e apesar de a fama de Greene continuar grande como antes, hoje ele é lembrado em primeiro lugar como fotografo talentoso, que teve a felicidade de fotografar a grande Marilyn.

 Fonte: Voz da Rússia
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