OCDE - Brasil terá menor taxa do PIB entre emergentes em 2013

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© Colagem: Voz da Rússia

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) informou que o Brasil terá a menor taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) entre os emergentes avaliados pelo último relatório do órgão, divulgado nesta terça-feira.

Segundo a entidade, o país terá 1,5% de aumento das riquezas em 2012, o menor índice entre os seis países emergentes avaliados.
O número é 1,1 ponto percentual menor que o quinto colocado, a África do Sul, que enfrentou dois meses de greve de mineiros, um dos setores mais importantes de sua economia, e um quinto do obtido pela líder China.
A situação brasileira para os próximos anos, no entanto, deverá ser melhor. A OCDE prevê que o Brasil deverá crescer 4% no ano que vem e 4,1% em 2014, ano em que a economia deverá ser impulsionada pelos efeitos da Copa do Mundo.
Para o órgão, o Brasil retomará o crescimento no quarto trimestre, após um início considerado hesitante. Os principais motivos para retomada são a recuperação tímida do mercado chinês, a desvalorização do real e os incentivos do governo a setores como a construção e a indústria nacional.
Ao mesmo tempo, a OCDE pede redução de impostos, reformas tributária e trabalhista, aprofundamento dos mercados financeiros de longo prazo e investimentos em infraestrutura para retomar o crescimento.
A organização ainda criticou a taxação de importações, que foi chamada de medida protecionista. A OCDE diz que as sobretaxas podem ajudar a indústria local por um momento, mas escondem a necessidade de ajustes estruturais e podem prejudicar o crescimento em longo prazo.
Para os próximos anos, o Brasil deverá superar países como México, Rússia e África do Sul, mas ainda ficará atrás de China e Índia, principais motores dos Brics.
O crescimento será incentivado especialmente pelos investimentos para atender à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.
No mesmo relatório, a OCDE reduziu novamente suas previsões de crescimento mundial por causa do aumento dos efeitos da crise econômica da zona do euro no mercado financeiro.
Em relatório publicado nesta terça-feira, a entidade disse esperar que os bancos centrais se preparem para um afrouxamento maior da política monetária se os políticos não conseguirem dar uma resposta à crise da dívida pública.
Os técnicos da OCDE também pediram de Estados Unidos e União Europeia um relaxamento das medidas de austeridade para retomar o crescimento econômico nos países afetados pela crise financeira e melhorar os indicadores em todo o mundo.
A previsão é que a economia mundial expandirá 2,9% este ano, cinco pontos percentuais a menos que na última projeção, em maio. Para 2013, são esperados 3,4%, contra 4,2% da estimativa anterior.

Fonte: -- Folha Online

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